viernes 20 de enero de 2012

Dois meses no vazio

E lá se vão dois meses sem teto definido. Desde que minha mudança saiu de casa em Manaus, 19 de novembro,  estamos eu e Fê dormindo sempre em locais diferentes. Já não aguento mais ficar longe das minhas coisas (tv, cama, cafeteira,computador, livros e etc).
Temos recebido sempre acolhidas fantásticas, mas a falta do nosso canto já está fazendo efeito. O mal humor antes esporádico, agora é quase uma sombra, está sempre alí, junto, colado.
Mas creio que falta pouco. Pelo menos o trabalho novo está empolgante, e mais, com direito a novas aventuras em breve.

miércoles 21 de diciembre de 2011

Pausa - Mudança...de novo!

Pela terceira vez nesses últimos tres anos estou de mudança, motivo pelo qual ficarei um tempinho sem escrever. Provavelmente no final de janeiro eu já possua uma residëncia montada, habitável, com tudo instalado. Por hora estou na casa de parente, vivendo do que pude trazer em malas. Minha mudança ainda em trânsito (pelo menos estou acreditando que ela já saiu de Manaus).

No nosso último final de semana em Manaus aproveitamos para um passeio de barco pelo encontro das águas. Sinceramente aproveitamos muito pouco da cidade e região. Havíamos planejado ter um segundo ano mais movimentado, conhecendo um pouco da cultura da região, mas a notícia de mais uma mudança acabou com os planos. Assim foi 2011, tumultuado com chegada e saída (duas mudanças em 12 meses).

Passeio de barco. Logicamente que o nosso foi no pequeno da Amazon Explorers. O Ibero é para  final de semana em cabines 5 estrelas (carinho)

Vista da cidade com suas típicas casas suspensas na margen do rio (palafitas) - bairro de Sao Raimundo

Encontro das águas (rio negro e rio Solimoes)

Almoço em um restaurante flutuante na margem direita do Amazonas

domingo 16 de octubre de 2011

Paixão por avião parte II

Como havia comentado anteriormente, ainda tenho restos de alguns modelos que montei na minha infência. E só os tenho porque meus pais conseguiram a façanha de guardá-los por anos enquanto eu fazia escola fora e me mudava daqui pra ali constantemente.  
Nã tenho certeza qual foi o primeiro, mas acredito que o Boeing 727 da antiga Cruzeiro do Sul tenha sido meu primeiro modelo montado sozinho, sem a ajuda do meu pai (meu pai havia me ajudado antes com um na escala 1:144 anos antes). Pelo menos é o que vem na memória primeiro, o 727. Depois o 707 da Varig. Daí por diante seguiram vários outros, sendo que me lembro bem de um que namorei por muito tempo na loja e minha avó, no meu aniversário,  fez o favor de me ajudar a  comprar, um C-130 Hécules da Força Aérea Brasileira. Era uma loja que lembro vender de tudo, até panelas, que ficava na rua Montecaseros em Petrópolis - RJ, cidade em que vivi boa parte de minha vida. Mal podia imaginar que anos mais tarde, eu viria a ser piloto de tal aeronave.  Também possuo os restos mortais do modelo, muito mal montado e pintado obviamente, mas que traz ainda a bolacha (símbolo pintado) do 1º/1ºGT,  Esquadrão a qual deveria pertencer à época a aeronave matrícula FAB 2476  ( voei esta aeronave, mas quando o mesmo pertencia ao 1º GTT, baseado na Base Aérea dos Afonsos).
Kits montados com foto datada de 1980

O que restou dos primeiros kits que montei quando criança. Revell Brasil
Kit Revell do C-130 FAB 2456 com decalque do 1º/1ºGT. Kit montado lá por 1980/1981. Revell Brasil.
Lembro ainda que nessa loja que vendia kits havia um do Catalina (PBY-5 Cosolidated Catalina) que eu era doido para ter. Infelizmente, como erámos desprovidos de uma situação financeira favorável (aprendendo a ser politicamente correto), eu só podia namorar o kit na loja.
Agora loja mesmo em Petrópolis era a CASA SEABRA. O que que era aquilo!!! Eu passava horas ali namorando os kits.  Essa loja também era a minha preferida na hora de comprar meus "botões" do jogo de futebol de mesa. A única coisa que não gostava muito na loja é que a dona que atendia eu a achava meio grossa. Coisa de moleque.
Eu tinha muito ciúme dos meus aviões e, por incrível que pareça, meus colegas de infância eram mais zelosos com meus modelos que os adultos que por vezes queriam mexer neles. Tive que remontar (colar) várias vezes hélices, trem de pouso e etc..
Nessa época, para sair de Petrópolis e ir ao Rio de Janeiro era um evento. Uma viagem e tanto. Lembro que meu pai tinha uma fusca bege e que aos domingos ele me levava ao aeroporto do Galeão para vermos o concorde pousar e decolar. Coitado, devia ser um sacrifício legal para meus pais porque o avião chegava as duas da tarde e só decolava por volta das 19:00h. Ficávamos esse tempo todo lá no extinto terraço panorâmico do Galeão. Eu tirava fotos e me achava o máximo. Eram fotos horrorosas, mas eu me achava. Sinceramente não sei se existem outras fotos da época, mas estas foram as que encontrei. Tenho quase certeza que deva haver outras de uma qualidade pouco melhor, não é possível que eu não conseguisse algo melhor que isso. Tenho que ver com meus pais, deve estar em alguma gaveta deles.
Na última foto à direita ainda se vê o Concorde estacionado. É só fazer uma forcinha que dá para ver que temos um 737-200 da Cruzeiro do Sul na 1ª foto e o 747 com pintura da TAP  na outras.




martes 11 de octubre de 2011

Paixão por avião - parte I

Esses dias estava olhando o "nada" desde a minha varanda e comecei a relembrar meus tempos de infância, quando era moleque mesmo, e veio recordações de como poderia ter surgido essa minha paixão por avião. Na verdade surgiu um monte de imagens e com isso, um tanto difícil definir como tudo começou. Só dá pra saber que começou muito cedo.
De 1970 a 1977 eu vivi no bairro chamado Mosela em Petrópolis e é dessa parte que tenho mais recordações. Lembro exatamente de um aniversário em que ganhei um phantom da matchbox, aquela marca de carrinhos de ferro muito desejada na década de 70 e início de 80 para o pessoal da minha idade. O avião era vermelho e branco. Até bem pouco tempo atrás eu tinha ele guardado ainda, mas com tanta mudança eu já não sei que fim levou. Acredito que ele ainda possa estar em alguma caixa minha por aqui. A foto que postei é de um exatamente igual ao meu que achei na internet. Eu queria lembrar exatamente quantos anos estava fazendo , mas isso tá muito difícil descobrir, será que meu pai lembra???
Ainda dessa fase lembro do meu pai trazendo uma revista pra mim que tinha foto de aviões, sendo muitos de guerra. Caramba aquilo me deixava vidrado. Lembro direitinho de uma foto de meia página do concorde decolando que recortei e guardei por vários anos dentro de livro/revista. A revista, caso eu não esteja enganado, chamava-se Vrummm, ainda que eu não tenha encontrado nenhuma referência na internet desse nome de revista de aviação. Era uma época legal. Ganhei também um livro que se chamava "Todos os aviões do Mundo". Muito desenho e pintura de aviões. Pouca ou nenhuma foto, isso eu não consigo lembrar direito. Só me recordo que ele era de capa dura e azul.
Ainda desse período lembro que um vizinho da rua, filho do patrão da minha mãe ( que é costureira), por motivo de mudança, sei lá, estava se desfazendo de suas tralhas e, sabendo que eu gostava de avião, ele me deu um plastimodelo danificado pra ele, mas perfeito pra mim, de um Heinkel He219 OWL. Esse foi o avião que me deixou muito tempo vidrado. Ele tinha  o bonequinho do piloto dentro, os detalhes todos em escala enfim, meu avião preferido por muitos anos. Até hoje esse avião me emociona. Comprei na época em que tinha meus doze anos um para montar e tenho ele até hoje desmontado - foto (da antiga Revell brazuca). Depois de velho, mas precisamente em 2009 adquiri mais um modelo em escala para montar. Está aguardando minha aposentadoria par a eu poder me dedicar ao hobby novamente (atualmente vivo mudando de cidade e não dá para esse tipo de coisa - nos últimos 3 anos foram 3 mudanças e a mais próxima foi de 3000Km).
Kit da Revell comprado quando tinha meus doze anos. Heinkel HE 219, uma paixão de infância.
Após ter ganho o primeiro avião de montar, acabei por querer eu mesmo montar os meus. Meu pai incentivou e trouxe uma vez um, escala 1:144 para iniciar a bric¡ncadeira. Daí pra frente comecei a colecionar kits e a montá-los. O problema é que sempre fui um horror em pintura ou detalhamento, assim, meus kits ficavam bem brejos (feios), mas eu adorava todos. Até hoje tenho "preservados" alguns deles em caixas. Depois coloco as fotos porque no momento não há a menor condição de retirá-los da caixa (estou me preparando para uma nova mudança).




domingo 9 de octubre de 2011

Finalmente Manaus

Após 25 dias de viagem de carro e um vôo de duas horas, finalmente chegamos a Manaus.
Foi bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque era uma nova fase da vida da gente que começava, num lugar que já conhecíamos bem. Ruim porque acabou a diversão. Agora é só trabalho.
Saímos na madruga de Belém com a chegada em Manaus ocorrendo às 04:00h da madruga (vôo 5317 da Trip - Embraer 170). O mais difícil estaría por vir, afinal teria de passar roupa para me apresentar no novo trabalho às 08:00h. 
Apesar de tudo, e como era também o primeiro dia, tudo foi tranquilo e sem stress.
Ano novo, vida nova.
No finger - chegada em Manaus

Desembarque em Manaus

De São Luís-MA a Belém-Pa

Saímos muito cedo de São Luís para evitar trecho noturno na chegada em Belém. Só não saí muito na madruga porque já sabia que o trecho que voltaria seria o mesmo esburacado, de asfalto horroroso na BR135. Na saída da cidade aproveitei para abastecer, seria um trecho muito longo e de cidades muito pequenas. Fui obrigado a acordar o frentista, faz parte.
A vantagem de sair tão cedo num dia 2 de janeiro é que praticamente não se tem trânsito pesado na estrada. Esse percurso entre São Luís e Belém foi o pior que fizemos em termos de qualidade de estrada. A saída  pela Br135 é muito ruim com buracos, asfalto irregular e quebra molas. Depois é o fato de passarmos muito dentro de pequenos povoados onde a sinalização é ruim, há o perigo constante de pedestres e motoqueiros desavisados, enfim, meio terra de malboro.
É asfalto ruim, carro na estacionado contra-mão, gente atravessando estrada...enfim, tem que se ter muito cuidado nas rodovias federais na região norte do país. 

Pessoas e animais cruzando a pista, acostamento impraticável, tudo exigindo muito cuidado na condução pelas rodovias nesta região. A sinalização também é péssima.

Como já estávamos no norte do país, nada mais natural que pegar uma daquelas chuvas que aparecem e somem rápido, mas que enquanto estão deixando cair água, sai de baixo...parece o fim do mundo por dilúvio.
Na minha segunda parada para abastecimento tivemos um pequeno percalço. O frentista ao invés de colocar na maquina do Visa R$86,00, colocou R$860,00. E  o pior é que aprovei e não vi o erro. Ele é que  me alertou logo depois de pegar o comprovante. O problema maior foi como estornar a compra já que ninguém sabia operar a máquina, nem o gerente/dono do posto. E eu estava com pressa, não queria perder tanto tempo por estar no trecho mais longo da vigem. Tentamos ligar várias vezes para o 0800 da visa, mas 2 de janeiro e no meio do nada, ninguém queria amizade. Acabamos com ele me passando a difereça em dinheiro e tudo certo.
Mas ao final, chegamos "bem a Belém" , com um sol de rachar e cansados depois de praticamente onze horas de viagem.
Chuva amazônica
Chegada a Belém é um pouco tumultuada pelo trânsito pesado a partir de Ananindeua. A sinalização também é precária. Junta-se tudo isso ao motorista pouco educado no trânsito e....depois de onze horas é difícil manter a calma.
Escolhemos um hotel próximo ao aeroporto, afinal iríamos ter de sair no dia seguinte na madruga para Manaus (Ibis aeroporto). O carro nós agendamos com uma transportadora que me levaria o mesmo de balsa até Manaus (10dias de subida pelo rio - previsto). Foi a mesma transportadora que já tinha levado o carro que passei pro meu cunhado em Recife - Destak. O carro+seguro, em cima do valor que passei de 65 mil, saiu por R$900,00. 
Ao final desta saga ficamos bastante satisfeito com a viagem de carro. Foi cansativo, isso é verdade, mas conhecemos tantos lugares maravilhosos no caminho, que compensaram bastante o desgaste da estrada. O ideal é fazer esse tipo de viagem com muito mais tempo para parar e muito mais cidades a visitar . É não ter pressa, mas infelizmente eu tinha data para começar a trabalhar em Manaus.
O carro correspondeu às expecativas. Robusto e confortável, aguentou até o trecho mal planejado de areia em Jericoacoara . Veio sem sustos e só foi dar prejuízo em Belém, mas não por culpa dele, mas por conta da sujeira e detritos normais nas ruas das cidades ao norte do país (tivemos o pneu perfurado por um prego em Belém. O prego devia ter uns 7cm.
Desde que saímos do Rio de Janeiro até nossa chegada a Belém, contabilizamos um total de 6.760Km rodados. Pena que não tirei a foto do hodômetro quando saí do Rio, só anotei o abastecimento. Nestes 6.760Km nós gastamos em combustível R$1.967.76 e o total de gasolina consumido foi de 773.92lt, o que deu uma média de consumo de 8,78Km/lt. 
Vou ficar devendo alguns dados da viagem  (gastos em geral). Acabei me perdendo nas contas e tenho que tentar encontrar comprovantes para tentar contabilizar tudo.
Prego que encontramos no pneu. Observei no estacionamento do hotel no nosso segundo dia de Belém.

Saímos do Rio com 10929km. A foto aqui foi feita no estacionamento do hotel em Belém, antes de deixarmos na transportadora.

jueves 8 de septiembre de 2011

São Luís do Maranhão

A visita a cidade foi de certa forma comprometida pelas condições de saúde da Fê. Ficamos um bom tempo dentro do hotel. Pelo menos dei a sorte de ter escolhido um hotel muito bom para nossa estada em São Luís, o Mercure Mont Blanc no bairro Renascença II. Hotel bem localizado, na avenida Monções, com serviço dez, atendimento de qualidade, tudo muito bem cuidado, o que minimizou bastante os transtornos da chegada com a Fê doente. A sorte foi tanta que chegamos no hotel com a necessidade de ir a uma emergência de hospital e o Hospital UDI, indicado pelo próprio pessoal da recepção  do Mercure, ficava a 5 minutos de carro do hotel. Do outro lado da rua (na verdade Avenida Euclides Figueiredo) estava o  shopping São Luís, muito bom enfim, tinha tudo a cinco minutos do hotel.
Chegamos em São Luís no dia 30 de janeiro. No dia 31 a Fernanda resolveu fazer o esforço de ir até a beira mar para ver os fogos da virada de ano. Sinceramente, a queima de fogos de São Luís é muito, muito fraca. Assistimos ao "espetáculo" e voltamos para o hotel. Tudo muito sem graça. 
No dia 1º a Fê já se sentia melhor e resolvemos partir para o centro histórico da cidade. Famosa pelo seu conjunto arquitetônico, nos surpreendeu o estado lastimável em que muitos dos sobrados de São Luís se encontram. Esperávamos muito mais da cidade, a única fundada por franceses no Brasil. Sinalização ruim para o turista que visita a cidade, e muito prédio detonado pelo tempo. E a cidade, o casco histórico, é Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela Unesco!  Dá tristeza caminhar pelo centro histórico. Esse é o nosso Brasil! 

Ceia de ano novo da Fê - 31jan2010 antes de sair para assisitir os fogos.

Centro histórico de São Luís - MA

Centro histórico de São Luís - MA

Centro histórico de São Luís - MA
Esse é o cuiado que temos com nosso patrimônio - pixação
Palácio dos Leões é o edifício-sede do governo do Maranhão. Localiza-se no centro histórico da cidade de São Luís, na área designada Patrimônio Mundial pela UNESCO. Com uma história que começa no início do século XVII, o Palácio é um dos maiores símbolos da cultura maranhense (fonte:Wikipedia).
O Palácio era antes um forte construído para proteção da vila e foi dado o nome de Forte São Luís em homenagem ao Rei Luís XIII da França.


Palácio dos Leões (Paláio sede do Governo do Estado) - São Luís MA

Vista que se tem do Palácio dos Leões
Assim como em Parnaíba, em São Luís também tem um refrigerante famoso, o Guaraná Jesus. Eu achei melhor que a Cajuína de Parnaíba, ainda que tenha um sabor muito doce. Devería ter comprado uns exemplares para meu cunhado. Além de biólogo ele é provador de refrigerantes locais, xaropais, e etc. Foi mal Gui, fico te devendo essa. 
Pra finalizar, pesquisando sobre o Guaraná Jesus e sobre a Cajuína, descobri que a segunda é considerada Patrimônio Cultural do Estado do Piauí, e que o primeiro foi comprado pela Coca Cola em 2001. E...


Guaraná Jesus
Assim foram nossos dias em São Luís. Arrumamos as malas e partímos para nosso último destino - Belém no Pará, sendo esse seria nosso maior trajeto desde que saimos do Rio (799Km).